UM POUCO DE HISTÓRIA
Estes registos foram compilados a partir da brochura:
"HISTORIAL DO CLUBE DE FUTEBOL “OS VILANOVENSES” 1935 - 1995", da autoria de Viriato da Costa Pinto, publicada aquando das comemorações do 60º aniversário do clube.

1934 - PRIMEIROS PASSOS
A ideia de criar um novo grupo de futebol para substituir o extinto Atlético começou a ganhar força em 1934. Um dos principais impulsionadores foi o pároco de Vila Nova de Tazem, o Padre Dr. João Homem de Figueiredo, que teve um papel decisivo nesse movimento.
1935 - A FUNDAÇÃO
Nesta data é criado o Clube de Futebol “Os Vilanovenses”, registado como a filial n.º 34 do Clube de Futebol “Os Belenenses”. A sua direção passa a ser partilhada com o Centro Católico.
1941 - AS PRIMEIRAS BOTAS
O Sr. Fernando Amaral (Fernando Calondro), figura central no nascimento de “Os Vilanovenses” e principal impulsionador das muitas glórias alcançadas entre 1935 e 1945, destacou‑se como dirigente e capitão do grupo. A ele foi confiada a responsabilidade de organizar a estrutura da equipa: mandou confeccionar 14 pares de botas aos sapateiros da terra, providenciou cacifos para os jogadores e tratou de formar uma equipa de reservas, garantindo condições dignas e espírito de equipa a todo o grupo.
1943 - APROVAÇÃO DOS ESTATUTOS
No dia 1 de maio de 1943, o Clube de Futebol “Os Vilanovenses” entra numa nova fase da sua história ao ver os seus estatutos aprovados em Assembleia Geral de Sócios. No dia seguinte, 2 de maio, estes estatutos — juntamente com a lista dos membros dos corpos gerentes — são enviados à Direção Geral de Desportos, marcando o início do seu reconhecimento formal pelas autoridades competentes.
1949 - NOVO CAMPO DE FUTEBOL
Perante divergências com o proprietário do Campo dos Soitinhos, que decidiu mandar lavrar o terreno e proceder à plantação de um pinhal, tornou‑se urgente encontrar uma alternativa para a continuidade das atividades do clube.
Para esse fim, foi constituída uma comissão formada pelos senhores Manuel Carvalho, António Francisco Alves, António Rodrigues Costa Pinto e Mário Lopes de Oliveira. Esta comissão ficou encarregada de dialogar com o Sr. Dr. António Moura, com vista à cedência de um terreno pertencente à sua esposa, D. Aurélia Moura.
1950/51 – “COMISSÃO TÉCNICA DOS DESAFIOS DE FUTEBOL”
Pela primeira vez na história do clube, é criado um verdadeiro Departamento de Futebol, designado como Comissão Técnica dos Desafios de Futebol. Este novo órgão marca um passo importante na organização interna e na preparação das equipas.
A comissão é composta pelos senhores José Augusto Freitas Lopes de Melo, Manuel Gouveia Carvalho e Joaquim Rodrigues da Costa Pinto, que assumem a responsabilidade de orientar, planear e acompanhar a atividade futebolística do clube.
1952 - A CASA DE CINEMA
É arrendada a Casa de Cinema, juntamente com o seu pátio, situada ao lado da Sede do clube. O valor total do arrendamento — incluindo Cinema e Sede - ascendia a 2.500$00, representando um investimento significativo para a época.
Para assegurar o bom funcionamento deste novo espaço cultural, foram nomeados os senhores António Francisco Alves e José Freitas Melo, responsáveis pela direção da Casa de Cinema. Sob a sua coordenação, foram exibidos diversos filmes que marcaram a comunidade, entre eles Frei Luís de Sousa e O Grande Elías.
1960/61 - ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DA GUARDA
O Clube inscreve‑se na Associação de Futebol da Guarda, dando assim início à sua participação oficial no Campeonato Distrital da 1.ª Divisão. Este passo marca um momento decisivo na história desportiva da instituição.
A estreia em competição ocorre frente à Associação Desportiva da Guarda, naquele que foi o primeiro encontro oficial disputado pelo nosso Clube.
1962-1963 Júniores na 1ª Divisão Nacional
1964 - NOVA SEDE
Sem uma sede própria, os dirigentes do Clube solicitaram ao então presidente da Junta de Freguesia, Sr. António Martins Oliveira, o arrendamento de algumas instalações no edifício das Escolas Velhas.
O espaço foi rapidamente recuperado graças ao empenho de inúmeros sócios. Entre eles destacou‑se Fernando Amaral, principal obreiro desta transformação e figura central na mobilização da comunidade. Nesse mesmo ano, Fernando Amaral seria nomeado representante do Clube na Associação de Futebol da Guarda, reforçando o seu papel determinante na vida da instituição.
1965 - 3ª DIVISÃO NACIONAL
Na época 1965/66, o Clube participou pela primeira vez no Campeonato Nacional da 3.ª Divisão, um marco importante na sua história competitiva.
A estreia revelou‑se desafiante: terminámos no último lugar da classificação, somando apenas uma vitória — um triunfo por 3–1 frente ao Benfica de Castelo Branco, que permanece como o momento mais memorável dessa primeira aventura nacional.
1970/71 - FUSÃO DO CLUBE COM O CENTRO DR. ANTÓNIO BORGES.
Em 1968, surge a primeira tentativa de fusão entre o Centro Dr. António Borges e o Clube de Futebol “Os Vilanovenses” — um processo ambicioso que, apesar de não se concretizar de imediato, viria a ganhar forma apenas três anos mais tarde.
A 17 de janeiro de 1971, o Presidente da Assembleia Geral do Centro Dr. António Borges, Sr. José António Lopes, convoca uma reunião magna decisiva. O objetivo era claro: eleger uma Direção cuja missão única seria conduzir, de forma formal e definitiva, o processo de fusão entre as duas instituições.
1974-75 - CAMPEÃO DISTRITAL DA 1ª DIVISÃO
Em virtude da desclassificação do G.D. da Fercol, o Clube de Futebol “Os Vilanovenses” conquista o título de Campeão Distrital da 1.ª Divisão da Guarda, um marco de enorme orgulho na história da instituição.
Este triunfo garante ao Clube a sua segunda participação na 3.ª Divisão Nacional, disputada na época 1975/76, reforçando a presença da equipa no panorama competitivo nacional.
1976-77 - DOAÇÃO DO CAMPO DE FUTEBOL AO CLUBE
É comunicado aos Sócios que o Dr. António Almeida Moura assumiu o compromisso de ceder, a título definitivo, o Campo de Futebol ao Clube de Futebol “Os Vilanovenses”, bem como um anexo destinado à construção de um balneário.
Este gesto representa um marco decisivo para o futuro da instituição, garantindo condições essenciais para o desenvolvimento da atividade desportiva.
1976-77 - CAMPEÃO DISTRITAL DE JUVENIS
O C.F.”Os Vilanovenses” é Campeão Distrital de Juvenis pela 1º vez.
1977-78- CAMPEÃO DISTRITAL DA 1ª DIVISÃO
O Clube de Futebol “Os Vilanovenses” conquista, pela segunda vez, o título de Campeão Distrital de Seniores, numa época marcada por grande superioridade competitiva. A equipa somou apenas uma derrota — frente ao Trancoso, por 1–0 — e terminou o Campeonato com uma impressionante vantagem de 12 pontos sobre o segundo classificado, o São Romão.
Um feito que reforça o prestígio e a força do Clube no panorama distrital.
1977-78 CAMPEÃO DISTRITAL DE JUVENIS
Esta equipa sagra-se campeã distrital e obtém um honroso 3º lugar no campeonato nacional de juvenis.
1977 - ATLETISMO
1978-79 - CAMPEÕES DISTRITAIS DE JUNIORES
A equipa de juniores do Clube de Futebol “Os Vilanovenses” sagra‑se Campeã Distrital, assinando uma época de grande mérito e dedicação.
Em simultâneo, a equipa de séniores representa o Clube no Campeonato Nacional da 3.ª Divisão, reforçando a presença vilanovense nas competições nacionais e afirmando o trabalho contínuo desenvolvido ao longo dos anos.
1979-80 -TAÇA DE PORTUGAL
A Equipa participa na Taça de Portugal e defronta o Famalicão da 1ª Divisão Nacional.
1979-80 - CAMPEÃO DISTRITAL PELA 3ª VEZ
O C. F. "Os Vilanovenses" é campeão Distrital pela 3ª vez.
1980-81 - O GIMNODESPORTIVO
A Direção inicia uma campanha de angariação de fundos com um objetivo claro e ambicioso: a futura construção de um Gimnodesportivo, infraestrutura considerada essencial para o crescimento das atividades do Clube.
O processo de comparticipação é oficialmente aberto em 21 de abril de 1981, na sequência de um pedido apresentado ao Ministério das Obras Públicas em 6 de junho de 1980, marcando o início formal de um projeto que mobilizou a comunidade e reforçou a visão de desenvolvimento do Clube.
1980-81 - O CFV JOGA NOS AÇORES
Pela primeira vez na história do Clube, a equipa é obrigada a sair do Continente para disputar um jogo da Taça de Portugal. A viagem leva‑nos até aos Açores, onde defrontamos o Futebol Clube Madalena, na ilha do Pico.
Num encontro memorável, o Clube vence por 2–1, graças a dois golos de Mário Félix, que fica para sempre associado a esta conquista inédita além‑mar.